Ela era bonita e sabia disso. Provocava, sorria, rebolava, insinuava. Ela queria. Só podia querer.
Ele passava mal. A maioria dos homens passaria. Suava, ficava vulnerável e sem jeito. Faltavam-lhe as palavras.
Mas havia algo. Na hora H ela sempre tinha uma desculpa pra pular fora. Jantar com os tios, casamento de não sei quem, cólicas, viagens inadiáveis, cansaço, reunião amanhã cedo.
Um dia a coisa passou do limite. Ficaram a sós. Tomaram champanhe. Riram muito. Meia-luz. Tocaram-se. Frio na barriga. Tinha de ser hoje. Tinha. Não foi. Em vez de uma noite tórrida de sexo, mais uma daquelas esquivas conhecidas e previsíveis.
Só que dessa vez foi diferente. Por alguma razão, não houve decepção. A dor transformou-se em alívio.
Respirou fundo.
- Quer saber? Enfia essa buceta no cu.