Há muito tempo me identifico com o Bukowski. Adoro quase tudo o que o cara escreveu. Me inspira pacas. O velho Hank era cru, podre, direto, bêbado, sincero e, às vezes, dono de uma sensibilidade ímpar, mas só pra quem consegue enxergar.
(…) As corridas eram outro desperdício de vida e esforço humano. As pessoas marchavam até os guichês com seu dinheiro e o trocavam por pedacinhos de papel numerado. Quase nenhum dos números valia alguma coisa.
Além disso, o hipódromo e o estado tomavam 18% de cada dólar, que dividiam entre si. Os maiores idiotas iam ao cinema e às corridas. Eu era um idiota que ia às corridas. Mas me saía melhor que a maioria, porque, após décadas freqüentando o hipódromo, aprendera um ou dois truquezinhos.
Para mim, era um passatempo, e eu nunca perdia a cabeça com o meu dinheiro. Uma vez que se foi pobre por um longo tempo, adquire-se um certo respeito pelo dinheiro. Nunca mais se quer deixar de tê-lo, de modo algum. Isso é para santos e tolos.
Um dos meus sucessos na vida foi que, apesar de todas as loucuras que fiz, eu era perfeitamente normal: escolhi fazer essas coisas, não foram elas que me escolheram.
1 Comentário
Março 26, 2009 às 6:28 pm
Ah, se eu comentar estraga. Então deixo um beijõ. =) E bom final de semana!